Partimos imediatamente para a Dylan's Candy Bar, que fica aberta até a 1 da manhã, no caminho decidimos que faremos tipo uma maquete de doces ao invés de encher a casa com os mesmos, podíamos fazer tipo uma noite das garotas para preparar tudo amanhã, junto com Mile, Di, Adri e Sasá.
Compramos pirulitos, jujubas, bichinhos de açúcar, Gummy Bears, pipoca gourmet e etc... Acabei de gastar uma fortuna em uma loja de doces.. Mas se é pra fazer minha bonitinha feliz, porque não? Resolvi fazer a maquete do jogo Candy Landy que marcou muito a minha infância e a de todas as meninas da família Chacón desde a época da juventude de minha bisa. Lembro que costumávamos jogar em reuniões de família e depois do almoço quando iamos na casa da bisa... Era tão bom...
Chegamos em casa e Fred nos ajudou a levar as compras pro apartamento, já eram 20:00 e Peche devia estar chegando, convidei Carol para entrar e já que ficamos sem jantar tentei fazer algo simples, e como sempre dei o melhor de mim, mas não sei o que acontece, alguma coisa tem que dar errado, nesse caso, desviei a atenção um pouquinho para falar com a Carol e o macarrão na panela se desintegrou, pedi desculpa pra ela e sugeri pedirmos uma Pizza. Já eram 20:30 e esperávamos enquanto vimos o que sobrou do capítulo de hoje, peche estava demorando, ligava em seu celular mas ele não atendia, Carol tentava me acalmar dizendo que era o trânsito ou que ele devia ter ficado mais um pouco... Mas estava muito preocupada, ele não é do tipo que chega atrasado em casa e não atende o celular... Será que ele está bem? Estou ficando nervosa, tantos flashes horríveis passam em minha cabeça, será que ele tá vivo? Calma Maria se passaram só 30 mins... Deve ser o trânsito
De qualquer forma Carol resolveu ficar comigo até ele chegar, fui tomar um banho e por um pijama, a pizza chegou e nós comemos, 21:00, 21:30 e nada de peche.. Carol me confortava como podia, mas naquele momento já não estava mais preocupada com a vida dele, mas sim se eu era a única mulher na vida do Zavarce. É muito fácil dar uma escapadinha e depois falar que estava trabalhando, ainda mais nós que temos que passar por uma estrada cheia de Motéis... Será que aquela loira tem alguma coisa a ver com isso? Tudo começou a fazer sentido, claro! Nenhum homem presenteia tanto a mulher, a não ser que tenha outra. Aquilo realmente me machucou, comecei a chorar, tudo o que tínhamos não era real, era só uma forma de esconder uma outra mulher, chamada Keisha Kimball.
Carol- mary, ele vai ficar bem.. Não aconteceu nada
MG- ele tem uma outra (chorando)
Carol- calma.. Sei que ele tem uma boa explicação pra se atrasar, sabe, o estúdio é longe daqui, quase uma viagem, quero dizer que talvez ele esteja no trânsito
MG- não Carol, do estúdio até aqui agente leva meia hora (parando de chorar)
Carol- não pensa nisso agora, quer ver um filme? Alguma coisa?
MG- não.. (Recomeçando a chorar)
Carol- não fica assim
*a abraça*
Carol- já sei o que vai te animar
MG- o que? (A encarando)
Carol- começar a fazer a maquete
MG- ah... Isso agora?
Carol- aham, venha! Vai ser divertido (a ajudando a levantar do sofá)
*a puxa até a mesa*
Colocamos tudo em potinhos e fui pegar o jogo para nos basear, comprei um novo para nanda já que a versão de 1950 já tava muito usada (como disse, jogávamos muito na infância) mas guardei o da Bisa de recordação. Trouxe os 2, o de Nanda era todo colorido e tinha os personagens de plástico e o castelo todos muito bem detalhados e coloridos, enquanto o mais velho era feito só de papel, do jeito mais simples possível. Peguei alguns papéis e um lápis grafite, que gosto de usar para marcar detalhes no script, sentei na mesa e tentei desenhar os bonecos do jogo novo, mas como também não sei desenhar bem e ainda estava com raiva e triste pelo que Peche me fez, não saiu nada nem ligeiramente parecido, me chateei mais ainda e senti que já estava a ponto de começar a chorar novamente.
Abri o jogo antigo, que estava um pouco rasgado e amaçado, com algumas cartas faltando e sem muitos detalhes e cores, os pinos com marcas de mordidas e um botão para substituir o pino azul que de alguma forma foi perdido durante os longos anos de vida, aquilo me trouxe tantas memórias.. tantos dias de chuva, tantos momentos bons com Ale... Foi como um sopro de ar fresco
Como se me dissesse que tudo ia ficar bem, me transmitindo toda a segurança que precisava no momento, sorri para a caixa, Carol me chamou, mas estava em transe, lembrando de quando levei o jogo pra escola e a Sabry Peraza ganhou todas as partidas... Sentia falta disso, de ser apenas uma garotinha, sem me preocupar com trabalho, filhos, marido e talvez uma outra.... Me senti melhor, como se alguma coisa arrancasse de mim todo o mal de mim. Sentia de novo aquele cheirinho de canela que a casa da bisa tinha, podia vê-la sentada na mesa assistindo a minha versão menor e a do Ale jogando.
Um bebê me chutou me tirando do transe, e nossa, realmente doeu, Carol riu de mim, acho que devo ter feito uma cara engraçada
Carol- até que em fim Maria, porque fez essa cara?
MG- levei um chute (passando as mãos na barriga)
Carol- ah.. Em que estava pensando?
MG- na minha infância, jogava muito com minha família esse jogo
MG- Carol
Carol- um?
MG- temos que ganhar daquela vaca
Carol- não temos, vamos ganhar
Carol- agora, vamos desenhar?
MG- se importa? O meu não deu certo
Carol pegou outro papel e o lápis, desenhou um caminho, que faríamos com açúcar com corante amarelo, e em volta, desenhou pirulitos como árvores e resolvemos usar os personagens de plástico, para o cantinho do Jolly desenhamos pedras de jujuba, alguns M&Ms e etc... Peche chegou em casa com flores, dá pra acreditar? não olhei nem na cara dele, me despedi da Carol e fui dormir, resolvi que adiaria a nossa briga pra amanhã, o dia havia sido longo.
Ele dormiu no sofá, nem sei o que aconteceu com as flores. Acordei e fui tomar café, ele já estava acordado tomando uma xícara de café na cozinha, ele veio me beijar, me afastei
MG- onde estava ontem? (Com raiva)
PZ- fui levar a Salomé para o hospital
MG- sério? Não estava sei lá.. por aí? Pera... Hospital?
PZ- é, ela quebrou o braço
MG- o que? Como?
PZ- tínhamos acabado de gravar e estávamos indo embora, Micke teve que sair mais cedo pra ir ajudar a avó a organizar um jantar de família aqui, então ia trazê-la pra cá quando terminássemos, então ela caiu no estacionamento e a levei pro hospital
MG- sério? Tadinha
PZ- é
MG- então porque não me mandou uma mensagem ou me atendeu?
PZ- não sei aonde deixei o celular..
MG- ai peche (o abraçando)
PZ- porque ficou tão brava comigo? (Saindo do abraço)
MG- nada... (O abraçando de novo)
MG- E as flores?
PZ- tão ali..
*beija a bochecha dela*
MG- onde as conseguiu?
PZ- na lojinha do hospital
MG- sério que foi isso?
PZ- sim.. O que achou que fosse?
MG- esquece..
MG- mas, você anda tendo notícias da Kéja? A Nanda perguntou dela ontem
PZ- é Keisha e ela tá em LA por umas semanas
MG- ah..
MG- me desculpa tá?
PZ- aham
*mary beija ele*
Nos arrumamos para ir trabalhar, o dia foi bem normal, depois voltei com Di e Adri pra casa para concluir o nosso plano, Carol teve que ficar com o namorado, Mile tinha uma consulta e saiu antes que pudesse pergunta-la, e bom... Sasa estava com o braço quebrado. Usamos o desenho de Carol como base e fizemos boa parte da maquete, bom, pelo menos eu e Diana, a Adriana estava mais interessada em comer os doces que colocá-los na plataforma de isopor. Acabada a parte 2 resolvi ir escrever a carta do Papai Noel, me sentei com o MacBook na bancada da cozinha e as duas envolta de mim
MG- o que escrevo?
Di- começa com algo legal tipo sei o que você passou
Adri- claro, “Querida Nanda, sei que você viu sua mãe morrer e que ficou escondida em uma caixa, mas não posso te dar o presente que você quer” (sarcástica)
MG- credo! não seja tão má
Adri- vocês que falaram...
MG- acho que vou começar falando que ela se comportou e tal..
*vão escrevendo*
MG- pronto
Di- deixa que eu leio...
*di le*
Di- parece bom...
*mary imprime e coloca no envelope*
MG- onde coloco?
Adri- de baixo do travesseiro dela
Di- acho que o Papai Noel não é como a Fada do Dente Adri... Podíamos por na meia dela..
MG- meia?
Di- é.. Vocês não pinduraram na lareira? (Olhando pra ela)
MG- Peche devia ter feito isso no Sábado... Deve ter esquecido
Adri- e agora?
MG- podemos... (Pensando)
Di- por dentro da lareira
Adri- tá louca? Vai sujar
Di- não sua boba... Agente cola com durex na parede de dentro...
MG- e se cair? Acho melhor por pra fora





Awwn que meigo, estou ansiosa para os bebes chegarem :3
ResponderExcluirAdorei o cap. Continua logo pf?
ResponderExcluirPosso pedir um favorzinho? Será que você poderia colocar alguma cena romantica entre a Mary e o Peche? Se não der não tem problema algum, vou continuar amando sua fic do mesmo jeito, bjkas!
Ótima ideia, espero que goste do 121
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